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sou divertida,mas adoro o meu jeito de criança!...viva num mundo de bom sonhos,onde os pesadelos não existam!... 9月14日 saci-pêrere Era uma vez um menino
que tinha o triste o destino
de trabalhar para o mal.
Quebrava louças e troça,
botava fogo na roça,
escancarava o curral.
Como Pedro Malasarte,
era visto em toda parte,
mas pulando com um pé só.
Que uma queda na cisterna
foi que lhe quebrou a perna,
conforme disse a vovó.
Caiu também na fogueira
que ele acendeu na capoeira
numa noite de São João:
e, mesmo branco que fosse,
dessa maneira tornou-se
pretinho como carvão.
Mais veio um dia o castigo
Desse danado inimigo
Cominfernal frenesi.
Para o sossego da gente,
Ele virou, de repente,
No passarinho saci.
************************************************************ De volta Minha terra... Ai com que abalo,
Com que sincera emoção,
Eu, dando rédea ao cavalo,
Margeio este fundo valo
_caminho do meu torrão.
Tudo no ar, festa e brilho!
E é com a alma ao vibrar,
Que eu corto as roças de milho
Por este sinuoso trilho
Que a minha terra vai dar.
Ninhos... flores... que tesouro!
Que alegria vegetal!
À luz do sol quente e louro,
Com seus penachos cor de ouro,
_Como é lindo o milharal!
Abelhas,asas espertas,
Num revoejo zumbidor,
Pousam trêfegas, incertas,
Pelas corolas abertas
Das parasitas em flor!
Na mata, de quando em quando,
Soa o trilar dos nambus.
Os pitassilgos em bando,
As frondes sonorizando,
Gorgeiam em plena luz.
Aqui, nesta boa roça,
São todos amigos meus.
Por isso a cada choça,
Toda a gente se alvoroça
Para vir dizer-me adeus!
################################################## Bárbara bela Bárbara bela,
do Norte estrela,
que o meu destino
sabe guiar;
De ti ausente,
Triste somente
As horas passo
A suspirar.
Por entre as penhas
De incultas brenchas
Cansa-me a vista
De te buscar;
Porém não vejo
Mais que o desejo
Sem esperança
De te encontrar.
Eu bem queria
A noite e o dia
Sempre contigo
Poder passar;
Mas orgulhosa
Sorte, invejosa
Desta fortuna
Me quer privar.
Tu, entre os braços,
Ternos abraços
Da filha amada
Podes gozar;
Priva-me a estrela
De ti e dela:
Busca dois modos
De me matar!
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ cantiga La-lá-la-ri-la-lá-lá-lá.
Já não se escutam rumores:
a noite não tarda a vir.
Vamos embalar as flores?
As flores querem dormir!...
La-lá-la-ri-la-lá-lá-lá.
Cravos e lírios e rosas
Ao vento brando
De outono,
Cravos e lírios e rosas
vão se fechando
de sono.
La-lá-la-ri-la-lá-lá-lá.
Vamos embalar as flores?
As flores querem dormir!...
Já não se escutam rumores:
a noite não tarda a vir!
La-lá-la-ri-la-lá-lá-lá.
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ O cão O cão
que faz ão, ão, ão,
é bom amigo como os que são.
que o diga o ceguinho
se ele é, ou não!
nunca viram passar pelo caminho
um ceguinho
levando pela mão
o seu cão?
que seria do cego, coitadinho,
sem o seu guia, sem o carinho
daquela dedicação?
e o ceguinho caminha e não tropeça
porque os seus olhos vão
abertos na cabeça
do seu cão...
""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""" O enterro da cigarra As formigas levavam-na... chovia...
Era o fim... triste outono fumarento!
Perto, uma fonte, em suave movimento,
Cantigas de água trêmula carpia.
Quando eu conheci, ela trazia
Na voz um triste e doloroso acento.
Era a cigarra de maior talento,
Mais cantadeira desta freguesia.
Passa o cortejo entre árvores amigas...
Que tristezas nas folhas... Que tristeza!
Que alegria nos olhos das formigas!...
Pobre cigarra! Quando te levavam,
Enquanto te chorava a natureza,
Tuas irmãs e tua mãe cantavam...
###################################################### O Fim Chegou a hora da minha partida, Mãe; eu já vou partir.
Quando na escuridão esmaecente da aurora solitária estenderes os
braços para tua filhinha na cama, eu direi: "A filhinha não está lá" _ Mãe,
eu já vou partir.
Tornar-me-ei uma suave aragem e te acariciei; serei onda na água em
que banhares, e te beijarei, e te beijarei.
Nas noites tempestuosas, quando a chuva tamborilar nas folhas, ouvi-
ras meu sussurro em tua cama e pela janela aberta o meu riso entrará, bri-
lhando como o relâmpago, no teu quarto.
Se estiveres acordada, pensando em tua filhinha até tarde da noite,
cantarei para ti lá das estrelas: "Dorme Mãe, dorme".
Nos raios perdidos da lua eu entrarei furtivamente por cima da tua ca-
ma e pousarei sobre teu peito enquanto dormires.
Tornar-me-ei um sonho e por entre tuas pálpebras deslizarei até ás
profundezas do teu sonho; e quando acordares e olhares em torno, espan-
tada, eu voarei e desaparecerei dentro da treva como um pirilampo que
brilha e se apaga.
Quando, nos grandes festejos de puja, as crianças dos vizinhos vierem
brincar em volta da casa, eu me dissolverei na música da flauta e palpitarei
em teu coração o dia inteiro.
A querida titia virá com presentes de puja e perguntará:
- "Onde está a nossa filhinha, irmã?"
Mãe, tu lhe responderá baixinho: "Está nas pupilas dos
meus olhos, está no meu corpo e na minha alma".
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